Gestão e as Conversas que Valem a Pena​

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Falar de Gestão e não cair no “lugar comum” das ferramentas e metodologias específicas é uma tarefa difícil.

Normalmente, o foco se volta para algum determinado instrumento que cumpre um importante papel no universo da Gestão: um modelo de Business Plan, uma metodologia para Orçamento ou Acompanhamento de Vendas e Produção, uma ferramenta para Controle de Projetos ou Processos, etc. Em todos os casos há vasta bibliografia e repertório de práticas de sucesso, assim como inúmeros casos de insucessos para servirem de alerta. E, na tentativa de fugir deste “lugar comum”, quero trazer o foco para a raiz normalmente encontrada nestes inúmeros casos de sucesso e insucesso – o fator humano, e a forma como as pessoas interagem.

Quero na verdade destacar apenas dois aspectos relativos a estas Interações, reforçando que Gestão é uma atividade coletiva, nunca individual. Gestão implica observar, analisar, interagir, influenciar, inspirar e, portanto, pressupõe a relação entre 2 ou mais Pessoas. Pois bem, podemos afirmar com boa segurança que, em princípio, uma boa Gestão está apoiada em uma boa Comunicação – em Boas Conversas, como alguns preferem dizer. 

Essas Conversas podem ser iniciadas ou conduzidas apoiadas em Afirmações ou Questionamentos. Basicamente, as Afirmações carregam verdades e estabelecem um núcleo rígido que, numa dinâmica de Gestão, certamente não contribuem para um contexto de criatividade, geração de diferentes idéias ou construção conjunta de caminhos (assumindo que uma dinâmica de Comando e Controle não seja uma opção neste contexto organizacional). Neste caso, o Questionamento – o uso de Perguntas – pode ter um efeito muito mais poderoso. Aí entra o segundo aspecto: a abordagem, que pode ser Apreciativa (positiva) ou Depreciativa (negativa).

Essencialmente, uma abordagem Apreciativa projeta o FOCO no Sucesso Desejado e não na dificuldade, limitação, fragilidade percebida, etc, elementos comuns das reclamações que ouvimos repetidamente por gestores e equipes, refletindo uma abordagem Depreciativa, ainda que de forma inconsciente. Não que as dificuldades não existam ou possam ser desconsideradas: elas são importantes e devem ser bem conhecidas, mas serão endereçadas – resolvidas, contornadas ou neutralizadas – como Consequência do FOCO em determinado Sucesso Desejado. Em outro extremo, como exemplo (quem me dera não fosse o mais comum em tantas empresas…), as Afirmações Depreciativas carregam o maior poder destrutivo, raramente (?) resultando em algo útil, que não seja imediatamente prejudicial a determinado indivíduo, time ou projeto. 

Assim, a reflexão que trago é: em suas rotinas diárias junto aos seus pares, líderes e liderados, em qualquer dimensão da Gestão (Estratégia, Finanças, Comercial, Produção, etc) em que medida utilizam o poder do Questionamento Apreciativo (Perguntas que miram as Soluções Desejadas) na construção de seus caminhos para o sucesso? 

Para um maior entendimento, conheçam o livro Conversations Worth Having, de Cheri B. Torres, Jacqueline M. Stavros e David L. Cooperrider.

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