A falácia do ERRO

Indo direto ao meu ponto: O erro não ensina – não se aprende com o erro.

Ao longo de mais de 20 anos no mercado e especialmente nos últimos 12 anos, atuando em consultorias e projetos de educação executiva, pude não só constatar como testar e validar minhas afirmações acima. É uma revelação parecida com aquela outra da qual também gosto muito, e que é frequentemente citada pelo colega professor e filósofo Mário Sérgio Cortella – a de que “a vaca não dá leite”. Para os que não conhecem essa pequena lição, não darei spoiler – recomendo fortemente pesquisarem o sentido dessa valiosa mensagem.

Com relação ao ERRO, é a mesma coisa. Ele não carrega em si os elementos do aprendizado, ou um conhecimento oculto que se revela num dado momento, ou um insight, nada disso. O ERRO é uma falha. Representa uma perda, um prejuízo, um atraso, um dano. E, por conta disso, tem o POTENCIAL de gerar frustração, desapontamento, decepção, indignação, etc – vários efeitos de uma quebra de expectativas. E destaco a palavra POTENCIAL, pois é onde reside toda a problemática aqui.

Ora, por que é tão comum encontrarmos ERROS RECORRENTES nas nossas empresas, seja no nível operacional, tático ou, especialmente, no estratégico? A resposta é simples, e bastante incômoda: tais erros não foram até o momento suficientes para induzir novos movimentos, transformações. Aquele POTENCIAL de frustração, decepção e, especialmente, de INDIGNAÇÃO, simplesmente não se manifestou suficientemente – permanecemos confortáveis, mesmo com os erros. A empresa continua gerando receita suficiente para pagar os salários em dia e os dividendos dos sócios da mesma forma. Como costumo dizer, no bom português – os líderes (especialmente os sócios) certamente continuarão ricos, então está tudo bem.

Então, por que é que as pessoas dizem que devemos aprender COM os erros, que eles nos ensinam muito? É porque estes mesmos erros DEVERIAM SER INDUTORES de um esforço de aprendizado e evolução – este esforço sim, imbuído de estrutura e disciplina, capaz de nos ensinar e de nos transformar positivamente. No entanto, enquanto a postura perante muitos desses erros for de INDIFERENÇA, muito pouco movimento há de ocorrer. “Está tudo bem, afinal de contas não há consequências diretas a mim por conta deste erro”, ou “a empresa é capaz de absorver isso agora, e teremos nova chance de provar nossas crenças e métodos em breve”. E nada acontece. Aliás, nada de bom, pois a inércia neste caso é extremamente danosa, uma vez que o mercado nunca espera e nunca perdoa.

E na sua empresa, como são tratados os erros? Quais as consequências e efeitos de suas ocorrências? Como sua empresa anda aprendendo e se transformando?

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