Colaborador com postura de DONO?

Já ouvi muitos empresários lamentando a falta de engajamento de seus colaboradores, e mesmo dos líderes de seus principais times, e dizendo: “Gostaria que eles tivessem a postura de dono disso aqui!”. E, logo em seguida, se virarem para cuidar de algo extremamente operacional – a elaboração de uma planilha de mil linhas, ou revisão de pedidos de compras em valores de 10, 20, 50 reais. Enquanto seu colaborador está na máquina de café, conversando com outros 2 líderes de áreas diferentes sobre os fatos ocorridos na última semana na indústria.

Em minha cabeça, penso: “Ora, seu colaborador já está manifestando a postura de dono, enquanto você próprio manifesta a do operador/analista – se tiver oportunidade, indo para o chão de fábrica, com a desculpa de mostrar como se faz“. A provocação aqui é no sentido de observar o conjunto de comportamentos e atividades que donos (especialmente em pequenas e médias empresas, onde estes são os principais líderes) e colaboradores praticam habitualmente no dia a dia.

Vemos colaboradores que desejam liberdade total na forma de trabalho, escolhendo como conduzir seus processos para os resultados desejados. Também, há aqueles que desejam se manter próximos dos diferentes grupos internos e externos à empresa, como forma de fortalecer cada vez mais sua relevância social. Há os que desejam apenas administrar/gerenciar seus times, observando o cumprimento das tarefas de uma posição mais privilegiada, com melhor visibilidade. É claro, muitos desses almejam uma rápida evolução em suas posições na organização, elevando cada vez mais o nível das suas relações e tomadas de decisões – querem tratar de questões cada vez mais complexas e grandiosas. Não é exatamente difícil encontrar perfis assim, hoje, em nossas organizações.

Ao mesmo tempo, há empresários cada vez mais imersos em diferentes dimensões da operação de seus negócios. São detalhistas e perfeccionistas em tarefas específicas, preocupados em gerar grandes volumes de dados e de informações a todo momento, sobre diferentes temas específicos. Automaticamente, acabam absorvendo grandes volumes de responsabilidades operacionais que simplesmente não eram pra ser deles!

Então, voltando à fala do lamento do dono, eu penso: gostaria que os donos (nestes casos, os que representam as principais lideranças em suas organizações) tivessem postura de donos/líderes efetivamente, e os colaboradores de colaboradores – todos cientes de suas fundamentais responsabilidades e, com isso, com as melhores chances de desenvolverem bons trabalhos.

Photo by Andrew Neel on Unsplash

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