Dizem que há somente dois tipos de Gestores em qualquer organização: os que são bons de ENTREGAS, e os que são bons de JUSTIFICATIVAS. E qual é o problema com aqueles do segundo grupo? O problema é que eles não apresentam as entregas, mas são BONS de justificativas – e acabamos TOLERANDO a ausência de suas entregas…
Esta fala costuma provocar reações interessantes nos sócios/presidentes de todo tipo de organização. Alguns a recebem com bom humor, outros com preocupação, e outros com AMBOS. O que vale, mais uma vez, é a reflexão: quais tipos de comportamentos temos notado em nossas empresas – e o que esses comportamentos nos dizem sobre nossa própria Gestão e os perfis de nossos Gestores?
Primeiramente, precisamos reconhecer que uma BOA ENTREGA deve ser a consequência de:
- uma meta bem construída – desafiadora, porém atingível;
- um conjunto de recursos e premissas de trabalho claramente definidos pela empresa;
- um conjunto de competências individuais e coletivas aplicadas.
Também, entendemos que uma BOA JUSTIFICATIVA deve ser apoiada em:
- uma completa descrição dos fatos relevantes, que impactaram num determinado contexto;
- uma profunda e eficiente análise causal dos fatos críticos identificados;
- uma inteligente proposição de ação/projeto para que o propósito original seja atingido, tratando ou neutralizando as causas-raiz encontradas.
Já podemos perceber então que BOAS ENTREGAS e BOAS JUSTIFICATIVAS são, certamente, dois lados de uma mesma moeda – ambas são absolutamente necessárias, em EQUILÍBRIO – aliás, em muitos casos, uma boa entrega também precisa trazer uma boa justificativa, especialmente se a “receita” escolhida pelo gestor para atingir certa meta tem um potencial de grande aprendizado para outros líderes.
Se não há equilíbrio, o excesso de boas entregas (ou Metas sempre batidas) pode sinalizar uma baixa expectativa de resultados – metas pobres, não desafiadoras, aquém do potencial real da organização. Naturalmente, o excesso de justificativas pode sinalizar problemas de liderança de equipes, de interações entre áreas, ou mesmo de metas superestimadas.
Mais uma vez, o segredo está no EQUILÍBRIO!
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